Patrimônio Cultural

ATRATIVOS CULTURAIS E DE FÉ

A cidade de Anchieta não tem como herança valiosa somente suas belíssimas praias, mas tem como referencial a sua história da qual fazem partes grandes vestígios, deixados pelos homens em suas comunidades. Esses vestígios são construções, templos, monumentos, estradas e portos.

Anchieta é uma cidade que possui muitos testemunhos de sua memória histórica, como a secular Igreja nossa Senhora da Assunção, edificada no século XVI, que possui anexo o museu nacional São José de Anchieta. Outros monumentos são a Casa da Cultura, as Ruínas do Rio Salinas, os Poços Jesuíticos, o Colégio Maria Mattos dentre outros, como casas e sobrados, que formam o patrimônio histórico de Anchieta, os quais abrigaram os primeiros colonizadores da cidade.


SANTUÁRIO NACIONAL SÃO JOSÉ DE ANCHIETA

É composto por um conjunto arquitetônico – Igreja de Nossa Senhora da Assunção, Museu Nacional São José de Anchieta e Cela (quarto do “Apóstolo do Brasil”). Construída no século XVI. No Museu podem ser vistos móveis antigos, peças arqueológicas, roupas e outros grandes objetos de valor religioso e histórico dos séc. XVI até os dias atuais. Na Cela de São José de Anchieta se encontra a relíquia de um de seus ossos. O museu é aberto diariamente para visitação, das 8h às 18h.

 

O local é um santuário católico dedicado ao culto a São José de Anchieta e dele faz parte o complexo jesuítico formado pela Igreja de Nossa Senhora da Assunção, e as áreas da antiga residência jesuíta anexa, ambas tombadas como Monumento Nacional desde 1943. No local, há museu, sítio arqueológico, biblioteca e centro de documentação especializados. O santuário também contam com um centro interpretativo que ilustra o papel e a obra do Apóstolo do Brasil e as vivências dos missionários jesuítas.

A Igreja Nossa Senhora da Assunção que é uma das mais antigas do Brasil, é um monumento histórico, que segundo a tradição, sua construção se deve a São José de Anchieta. A edificação da Igreja foi feita com o trabalho dos índios catequizados. Na obra, empregaram-se pedras e blocos de recife presos com argamassa feita com óleo de baleia. Era desta maneira que os jesuítas construíam seus templos no Brasil.

Junto à Igreja, construiu-se a residência dos padres. Ainda hoje quem observa a histórica edificação, no alto do morro sobre a foz do rio Benevente, nota que sua fachada é formada pela Igreja e pela antiga residência dos jesuítas. Nessa residência moravam os padres, para darem melhor assistência aos numerosos índios da aldeia de Rerigtiba. Acredita-se que o Padre Diogo Fernandes, companheiro de Anchieta, tenha sido o primeiro jesuíta a ser enterrado na Igreja de Nossa Senhora de Assunção. O edifício também constitui atualmente, precioso patrimônio histórico onde funciona o Museu Anchieta. Na espaçosa praça, em frente à matriz, encontra-se, desde 1922, o busto de bronze do Padre José de Anchieta.

Quando se deu a expulsão dos jesuítas do Brasil, em 1759, a igreja de Nossa Senhora da Assunção tornou-se a Matriz da vila Benevente. Os cômodos da residência onde tinham morado os padres passaram a servir de Câmara Municipal, cadeia pública, Fórum e aposentos do Juiz da Vila. Pessoas importantes, de passagem por Benevente, hospedaram-se ali. Em 1860, o Imperador Dom Pedro II, ao viajar pelo Espírito Santo, visitou o histórico edifício. Desde a expulsão dos jesuítas, foram muitas as obras feitas, tanto na Igreja, como na antiga Residência Jesuítica, modificando a construção original.

MUSEU NACIONAL DE ANCHIETA  

O Museu Nacional  de Anchieta, anexo à Igreja Matriz de Nossa Senhora da Assunção, constitui também precioso patrimônio histórico e cultural do município. Ali podem ser vistos móveis antigos que pertenceram a São José de Anchieta, peças arqueológicas, roupas, a cela (quarta que o santo usava quando era padre), a relíquia de um de seus ossos e inúmeros outros grandes objetos de valor religioso.

 

O museu é aberto à visitação de terça a domingo, das 8h às 18 horas.

 

 

 

 

CASA DA CULTURA

A Casa da Cultura de Anchieta fica localizada na sede, na rua Presidente Vargas número 161, no bairro Porto de Cima. constitui um dos patrimônios histórico-culturais do município de Anchieta construído em 1927.

Inicialmente era a sede da prefeitura municipal, a Câmara dos vereadores e o Fórum. A partir de 1989 deixou de ser a sede da prefeitura e continuou sendo a Câmara Municipal até 1995.

Atualmente funciona apenas como Casa da Cultura, muito visitada por estudantes, que a procuram como fonte de informações a respeito da história do município e região, além de seus colonizadores.

Ali podem ser vistos documentos, fotos, cartas, que relatam a nossa história, alguns objetos pertencentes e utilizados pelos colonizadores e personalidades importantes que viveram ou passaram pelo município. Podem ser vistos ainda, livros com mais de cem anos (com raridades como assinaturas, fotos e documentos), todas as obras do padre Anchieta, todas as obras escritas a respeito dele e todas as obras dos jesuítas até 1759.

No andar térreo abriga um mini-teatro onde são realizadas várias exposições. 

 

 

 

RUÍNAS DO RIO SALINAS

As Ruínas do Rio Salinas, localizadas à margem esquerda do rio Salinas, afluente do rio Benevente, se destacam do ambiente natural em que se situam não só pelo engenho humano que representam, mas, também pela imponência de suas formas, pela harmonia de suas proporções e pela sequência rítmica do conjunto de pilares e colunas, algumas redondas e outras quadradas.

 

Construção em alvenaria de pedra, argamassa com uma mistura heterogênea, em que se destacam as pequenas conchas de Anchieta, as Ruínas se alçam do solo a partir de um sistema estrutural básico de colunas e paredes de vegetação.

Voltadas para a ponte, as Ruínas do Rio Salinas emergem como um objeto na grande paisagem territorial que a envolvem. Composta de 32 colunas que, acredita-se também formava uma antiga salina clandestina.

Como Chegar. Situada a poucos quilômetros da cidade de Anchieta, no meio de um bosque de eucaliptos, pode-se chegar às ruínas pela estrada de rodagem ou pelo rio Benevente, sendo este um passeio agradável onde se pode apreciar a beleza da fauna e flora em torno do manguezal.

Há algumas suposição do local, para alguns, poderia ter sido uma igreja que os jesuítas ali estivessem construindo. Essa foi a primeira hipótese, não só devido ao grande número de índios que havia nas margens do rio Benevente, como também porque os jesuítas escolheram essa região para desenvolver a catequese com muita intensidade e fervor. E sempre que deparavam com uma região com muitos índios, ali construíam uma igreja como símbolo de fé e de grandeza da igreja católica.

As velhas ruínas, também chamadas de Ruínas Misteriosas ou Ruínas Jesuíticas, tornam-se ponto de atração turística para quem visita a cidade de Anchieta.

 

 

COLÉGIO MARIA MATTOS

As primeiras Irmãs Carmelitas que chegaram início do ano de 1932 a Anchieta foram a Madre Superiora Maria Zélia do SS. Sacramento, diretora do Colégio, Irmã Maria de João Evangelista e a Irmã Maria Celeste de São Simão Stokler, que vieram em companhia da Superiora Geral da Congregação, Maria Madalena de Pozi.

Em março do mesmo ano, as Irmãs iniciaram seus trabalhos escolares tendo matriculado na primitiva escola, 35 alunos. Elas ficaram morando numa pequenina casa, em Anchieta, permanecendo nela até o falecimento de Dona Maria Mattos, em 24 de março de 1932.

Em 12 de junho de 1938, foram lançadas as pedras fundamentais para a construção do novo Colégio “Dona Maria Mattos” com a presença do Capitão João Punaro Bley, Interventor Federal do Estado, e ilustres autoridades estaduais, municipais, militares, civis e eclesiásticas, além do povo.

O colégio foi construído por Dom Helvécio, recebendo então, o nome de sua veneranda mãe “Dona Maria Mattos”, administrado pelas irmãs Carmelitas e tornou-se o primeiro Colégio do interior do Espírito Santo. Em 1940 iniciou seu funcionamento. Ele construiu o colégio porque queria que todos os anchietenses, onde existia deficiência de instrução, tivessem um colégio para estudar, evitando-se, desta forma, que a população percorresse grandes distâncias para obtê-la.

Alunos de todas as partes do Brasil vinham estudar no Maria Mattos onde ficavam internadas e eram educadas pelas irmãs Carmelitas. Fica localizado no centro da cidade de Anchieta, próximo ao Santuário Nacional de São José de Anchieta.

 

 

POÇO DO COIMBRA

Outro testemunho da memória histórica do município, com aproximadamente 250 anos de existência, fonte natural do alto do morro, depois da igreja de Nossa Senhora da Penha de onde vinha a água utilizada pelos moradores de Anchieta, antes de haver o abastecimento a domicilio com água da Companhia de Abastecimento de Água.

 

POÇO DO QUITIBA

Localizado a poucos metros do centro, no lado sul da baía de Anchieta, em área particular, suas águas permanecem de boa qualidade.

 

POÇO DOS CASTELHANOS OU ANCHIETA

Localizado na Ponta dos Castelhanos, encontra-se restaurado. Conta-se a lenda que o Beato Anchieta ao retornar de uma viagem com os índios, bateu com o seu cajado na pedra e fez jorrar água e esta possuía poderes de cura.

 

OUTROS POÇOS

Existem outros poços que foram criados com o passar dos anos, de acordo com a necessidade da comunidade local, e que fazem parte do caminho trilhado pelo Padre Anchieta.
 

MEMÓRIA VIVA – CASARIOS – (QUARENTENA)

Em Anchieta, sobrevivem ainda casas e prédios seculares. Cita-se, como exemplo, o velho casarão que, com suas inúmeras janelas e diversos cômodos, foi sede da Fazenda São Martinho, onde se plantava café e serviu de alojamento para os colonos imigrantes, desembarcados em Benevente. Os imigrantes ficavam de quarentena nesse casarão, sob observação, para curarem as doenças contraídas durante a longa viagem para o Brasil ou para que as autoridades da Vila pudessem verificar se eles estavam em boas condições de saúde a fim de entrarem no Espírito Santo, seguindo viagem para as terras do Vale do rio Benevente.

 

 

Várias dessas casas e sobrados, que formam o patrimônio histórico de Anchieta, estão no velho centro da cidade ou na área do porto.

 

Algumas são residências térreas, com fachada estreita, duas janelas e portas de acesso. São de fácil identificação por quem passeia pelas ruas do local. Outras são mais vistosas, como a casa da família Assad, que se situa de frente para o mar um pouco antes da ponte Cônego Barros e que ainda conserva a armação para um lampião de querosene em uma de suas entradas e poço de água potável desativado.

 

Logo adiante, na entrada da Rua Comendador Reis, fica o armazém da firma Antunes e Cia. Ltda., com portas de pinho de riga, madeira tirada dos caixotes e que chegaram embalados na Inglaterra, máquinas de beneficiar café. Pouco depois, na esquina da Rua Engenheiro Teles, hoje restaurante, liga-se, como o anterior, ao comercio do café, do açúcar e da aguardente, exportados pelo porto de Benevente.

 

Na década de 1920, estes produtos vinham pela ferrovia que ligava a Anchieta a Alfredo Chaves, passando por Jabaquara. Era de Jabaquara que chegavam o açúcar e a aguardente. A ferrovia foi desativada quando entraram em funcionamento as estradas de rodagem, e depois da crise econômica, no começo da década de trinta, prejudicou a produção e o comercio do café. Mas, ainda hoje, velhos moradores de Anchieta se lembram da ferrovia e do trenzinho que entrava apitando, trazendo passageiros e carga comercial em vagões distintos. Juntando-se estas informações com a sobrevivência desses casarões antigos e preciosos, verdadeiros documentos históricos, podem-se, com facilidade, ampliar o conhecimento sobre o rico passado de Anchieta.

 

CENTRO CULTURAL - ANTIGO HOTEL ANCHIETA

O Centro Cultura Antchieta foi o grande Hotel Anchieta, que guarda em sua memória parte da história do município. Construído por Dom Helvécio em 1940, posteriormente foi adquirido pela tradicional família Bezerra e foi o primeiro hotel da região, tendo como finalidade hospedar as famílias das alunas internas que estudavam no Colégio Maria Mattos. Muitas autoridades de renome nacional como governadores e até vice-presidentes se hospedaram no hotel.  Sua localização privilegiada servia para contemplar toda a beleza da baía e também da Igreja Nossa Senhora da Assunção, hoje Santuário Nacional do Beato Anchieta.

 

 

Os eventos da sociedade anchietense da época eram realizados no Hotel Anchieta. Suas roupas, prataria e roupas de cama foram importadas da França, o que encantava a todos pelo requinte, beleza e qualidade.

 

Além de guardar parte da memória do município, o Hotel Anchieta é um atrativo turístico cultural de grande expressão que agrega atividades que valorizam e resgatam a cultura local, como o memorial do Hotel Anchieta.

 

Hoje o Hotel Anchieta se tornou o Centro Cultural Anchieta. É referência cultural para a região. Os visitantes podem conhecer partes da história do município e observar a rica arquitetura do local. No espaço são realizadas exposições, aulas de música e dança, entre outras ações culturais.

 

 

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